Estratégia basicamente são as escolhas que fazemos, define o sentido que queremos dar ao negócio, e principalmente o que não queremos.

Um dos jeitos de criar uma estratégia para definir onde quereremos chegar é olhar 20 anos para frente. Quando a gente olha para um tempo tão distante assim tendemos a levantar questões mais significativas como: Será que vamos estar aqui? Será que esse modelo de negócio ainda vai existir? Como será o comportamento das novas gerações e daquelas gerações que envelheceram?

Em contrapartida, as ações para buscar essa estratégia tem que vir em sprints curtos de 6 meses, 1 ano, e sempre ajustar as ações para acelerar os movimentos em direção ao destino. O melhor jeito é sempre trocar o ponto de vista, uma hora com uma lupa, outra vendo a 20mil metros de altura.

O caso da Microsoft

A Microsoft, olhando para frente identificou que o valor dos mainframes estavam migrando para os sistemas operacionais, e para manter a liderança, teriam que migrar para o mercado de PCs.

Isso deu um sendo de direção para a empresa, então começaram a identificar o máximo de potenciais parceiros e trazer mais recursos para a empresa gerar mais valor para os clientes.

Neste cenário existem sempre 2 opções: Fazer ou Comprar.

Shaping strategies X React strategies

Reestruturar o mercado, desenhar seu caminho e mobilizar muitos parceiros tende a ser mais barato. Esse é uma aproach mais sistemático do crescimento.

O caso do Dee Hock.

Hock ajudou a inventar e se tornou executivo-chefe do sistema de crédito que posteriormente se tornou a Visa. Logo no início, ele convenceu o Bank of America a desistir da propriedade e do controle do programa de licenciamento de cartões de crédito "BankAmericard", formando uma nova empresa, o BankAmerica National, que era de propriedade de seus bancos membros. O nome foi mudado para Visa em 1976.

O que ele fez:

Buscou fazer diferente do que estava sendo feito para resolver um problema específico — a industria do cartao de crédito, naquele momento não conseguia se estabelecer como uma forma de negócio lucrativo.

Mobilizou os bancos para criar seu negócio, focou nos lucros, a maioria das transações são baixas, criou um relacionamento com seus clientes e o mais importante, aprendeu rápido e fez rápido — Alguma semelhança com os dias de hoje?

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O que motiva as pessoas a fazer algo?

Para expandir nossos horizontes temos que olhar para dentro, só que geralmente procuramos soluções olhando para fora.

Estratégia está muito mais ligado a psicologia do que parece, entender as emoções que nos movem faz entender o motivo de nossos comportamentos.

E como um paradoxo, a emoção mais nos paraliza, também é a que nos mantém em movimento — o medo.

O medo te motiva todas as manhãs,
o medo de perder seu emprego faz você buscar se aperfeiçoar
o medo de ficar desatualizado faz você buscar mais informações
o medo de ficar sozinho, faz você buscar um parceiro

Mas o medo não é uma emoção saudável para se cultivar todo o tempo, então como fazer as pessoas agirem sem que seja pelo medo?

Minimizando seus medos e aumentando suas esperanças.


A paixão move as pessoas para realizações extremas, a paixão por explorar o não conhecido, essa paixão geralmente ao longo dos anos aumentam o impacto que causam no sistema.

O desafio e a esperança é o combustível do apaixonado, quanto maior o desafio, maior o impacto no mundo, maio o questionamento às regas estabelecidas e maior as conexões que podem ser feitas para encontrar as respostas mais rápido, e ao aprender, vem a sensação de querer ir além, uma vez que seu universo se expande ele nunca mais volta ao seu tamanho anterior.

Para liderar uma empresa a pensar daqui 20 anos, em um mundo de crescimento exponencial é preciso cultivar a paixão das pessoas pelo seu negócio, promover um ambiente seguro para superarem seus medos e explorar novos caminhos.

O papel do líder nesse cenário, não é ser o oráculo que tem todas as respostas, mas uma pessoa que sabe olhar para o futuro para saber onde quer chegar, olhar para o lado para saber quem pode ajudar, e olhar para dentro e entender quais são as reais motivações que movem as pessoas.