Quando se atinge um cargo de liderança os desafios e as responsabilidades passam a ser muito maiores, e o foco do seu trabalho muda, você passa de um executor para um facilitador, isso implica e ter a equipe certa em baixo de você, e o seu sucesso está totalmente ligado a qualidade das pessoas que você consegue atrair e manter em sua equipe, muitas delas com certeza vão ser muito melhores tecnicamente do que você, e tudo bem, isso é esperado.

Em minha carreira, tive vários tipos de líderes, posso dizer todos me ensinaram muito, alguns me mostraram como não devo agir, enquanto outros tiveram atitudes dignas de serem copiadas, como a visão clara para onde queriam levar a equipe e a habilidade de escutar e se conectar com as pessoas.

Um outro tema muito importante em relação aos negócios: A arte de perguntar. O lider não é a pessoa que tem as respostas, mas consegue fazer as perguntas certas para desenvolver caminhos para possíveis soluções.

E em relação a arte de lidar com as pessoas: nem sempre o que as pessoas pedem é realmete o que querem, atrás de um pedido sempre existe um contexto e uma motivação, entender esse cenário e fazer as perguntas certas ajuda a motivar e direcionar as pessoas.

As grandes perguntas seguem um mesmo padrão:

— Pare de fazer perguntas retórias, e vá direto ao ponto. Se você sabe exatamente o que perguntar, pergunte! não faça rodeios.


— Geralmente começe as perguntas com - "O que...."

Abaixo segue um exemplo de uma sessão de perguntas, vamos pensar que estamos contratando um grande designer para ajudar a recriar uma grande marca de varejo, essa sessão seria algo mais ou menos assim:

Começaria com uma pergunta genérica sobre a visão da pessoa em relação ao tema:

— O que vem em sua mente para criar uma marca de varejo forte, consistente e que seja desejada no Brasil?

Depois, com base em sua resposta, perguntaria algo para tentar endender como ele pode ir além:

— O que você faria para ir além do que já é feito no mercado, e realmente criar algo diferente?

Com essa resposta, você poderia se aprofundar mais nos fundamentos:

— Qual o principal desafio que você enxerga para construir essa marca?
E para completar a resposta, perguntaria: — O que mais?
quantas vezes fosse necessário, até voltar a primeira pergunta novamente.

A pardir daí, começaria a dar mais foco nos resultados:

— O que você precisa para criar essa marca?

Nesse momento, ninguém faz nada sozinho, então entender como você pode ajudar é um bom caminho:

— O que posso fazer para te ajudar a conseguir realizar um trabalho que realmente faça diferença no mercado?

Agora, entra uma conversa mais estratégica, sobre os caminhos para chegar ao resultado, quais serão os pontos que você vai ajudar, e deixar claro, o que você não vai fazer:

— O que vamos focar para conseguir um resultado no tempo que temos para entregar o projeto?

E para finalizar, deixaria um espaço aberto para fazer perguntas mais amplas onde poderia aprender algo, ou um eventual acréscimo de ideia que pode ter se perdido ou esquecido:

— Em nossa conversa, o que você acha que foram os pontos mais importantes que se destacaram?

Lembre-se sempre:
As respostas são salas fechadas, e as perguntas são as portas abertas que convidam a entrar nessas salas.